quinta-feira, 3 de maio de 2012

MANUAL DE SOBREVIVÊNCIA "Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, que companhia nem sempre significa segurança, e começa a aprender que beijos não são contratos, e que presentes não são promessas Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança; aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo, e aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais, e descobre que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida; aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias, e o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida, e que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que eles mudam; percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influências sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve compará-los com os outros, mas com o melhor que podem ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto. Aprende que não importa onde já chegou, mas onde se está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve. Aprende que ou você controla seus atos, ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes a, pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se; aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou; aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha; aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens; poucas coisas são tão humilhantes... e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprende que quando se está com raiva se tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso. Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém; algumas vezes você tem que aprender a perdoar a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás, portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores, e você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. Descobre que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar." William Shakespeare

terça-feira, 24 de abril de 2012

DA SUPER ARTISTA LILIA DINIZ================================================================================== ====================================================================================== Queridos boa noite! Após alguns dias afastada do fazer artístico volto com muita alegria para as rodas de poesia e para os palcos. Quero voltar celebrando e partilhando com vocês mais um livro de poesias colhidas em dias e noites de sonhares. Sertanejares é resultado de alguns anos de escrita e só foi possível graças ao Edital Universal de Apoio à Cultura Maranhense e ao apoio da minha família que muito se envolveu na feitura do mesmo. Aproveito para compartilhar com vocês uma matéria, feita no maranhão, a respeito do livro Sertanejares. Durante os próximos dias faremos alguns lançamentos para que possamos trocar impressões, poesias, canções e boas vibrações entre amigos e os amigos dos amigos. Obrigada a todos aqueles e aquelas que contribuiram e que possamos comemorar juntos e juntas! VIVA A POESIA! VIVA A ARTE! VIVA A CULTURA BRASILEIRA! http://www.youtube.com/watch?v=hqxkRrQEEbY Agenda Sertanejares v Nosso Sarau dia 25/04 - a partir das 19h30 - SHIN QI 02 Cj. 13 cs 10 - Lago Norte v Casa do Cantador dia 27/04 - às 20hs Projeto “SEXTA DO REPENTE - Edição 2012 – QNN 23 AE G – Ceilândia Sul-3378-4891 v Sarau da Tribo das Artes – dia 08/05 - às 20h -Praça da CNF – Karecas Bar v Museu Histórico de Planaltina – dia 10/05 - às 19h - Praça Salviano Guimarães, nº 24 – Setor Tradicional. Planaltina-DF. v Café com Letras – Dia 11/05 - a partir das 19h - 203 Sul, Bloco C – Loja 19 – Asa Sul, Brasília/DF

segunda-feira, 19 de março de 2012



Exposição Nando Negreiros

Dia 25 de março de 2012, MI 8 conjunto 02, casa 18 B, Atelier Lourenço de Bem. 
Contato: Atelier Lourenço de Bem: 061 34091453  061 34091453 e Nando Negreiros: 061 96315995 – 061 82294683.

Convido a todos para mais uma exposição do artista Plástico NandoNegreiros (Fernando Negreiros Janot).
Essa exposição é uma espécie de retrospectiva com obras que fazem parte de diversas fases de sua produção durante esses últimos 15 anos.
O evento marca o retorno desse profissional brasiliense que se afastou, por aproximadamente 5 anos, de suas atividades artísticas, e passou a trabalhar apenas como profissional da Psicologia. Será uma mostra de grande importância em sua carreira artística.
Esperamos você nesse grande evento, que funciona também como um presente de aniversário para o artista plástico Lourenço de Bem, um dos mais importantes artistas do contexto cultural brasiliense, nesse espaço que foi (juntamente com a UNB) palco de surgimento da grande maioria dos artistas plásticos de Brasília, e hoje conta com uma importante galeria.

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Texto de Fernando Negreiros Janot sobre a Exposição NandoNegreiros

Uma espécie de retrospectiva que anuncia o retorno das atividades de um artista brasiliense de reconhecido valor na produção de objetos de arte, esculturas e pinturas. Nessa exposição será apresentada uma pequena parte de suas antigas obras. Apenas um pequeno conjunto de trabalhos de épocas e fases anteriores, que ainda estão em posse do artista ou de alguns de seus amigos próximos. Além disso, o espectador vai se deparar com obras mais atuais, dentre as quais se encontra reciclagens de alguns seus próprios trabalhos, através da utilização de um novo figurino para a reapresentação de seu antigo tema de produção artística: a reciclagem. Conceito que além de traduzir o seu fazer artístico e classificar o conjunto das técnicas que utiliza na elaboração de seus trabalhos, passa a funcionar como referencia a seu estilo.
 Assim na obra de Nando Negreiros acaba-se por jogar com os conceitos de técnica e estilo de maneira a atribuir o sentido de estilo a o que antes se prestava a significar apenas um mero conjunto de técnicas. Com isso percebe-se a elaboração de um belo movimento de reorganização, manipulação e re-arranjo de conceitos e criação de novos sentidos, outra característica central no fazer artístico do Nando Negreiros. Talvez possamos entender essa exposição como o resultado de uma lapidação, evolução, ou amadurecimento de um estilo. Mas também como a demonstração de uma reciclagem, tanto da obra e do estilo do artista, como a reciclagem da pessoa que é o artista.
                                                                                                                                (Ass.Nando Negreiros).
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Texto de Simona Vermeire sobre a obra de Nando Negreiros.

A colisão emocional com os objetos, produz obras de arte… Esta seria uma primeira impressão de uma qualquer sensibilidade estética genuína confrontada com a exposição do artista Fernando Negreiros Janot. O “passeio” lúdico e inteletual entre vários ready-made reciclados sensorialmente através de vários contextos emocionais projetados pelo olhar do público, propõe um desafio em penetrar a “marginalidade” da matéria, a subjetividade dos objetos. A técnica de bricolage torna-se um poiesis da hibridação do material plástico compósita (papel, têxteis, adesivo, agua, tinta de vinil, tinta asfáltica, tinta óleo, vidro, metal, madeira e fogo) que siga uma atitude estética claramente definida pelo artista: criar à partir de qualquer elemento da realidade que transparece pelo próprio corpo num esforço fenomenológico contínuo. A arte seria então um resultado deste passeio exuberante numa realidade “reescrita” pela sensorialidade, um spaziergangwissenchaaft (termo alemão para a ciência do passeio), reciclando visões ontológicas, alternativas e virtualidades dos objetos no plano imanente e estético. O horizonte emocional medíocre configurado pela veiculação abusiva dos arte factes no pós-moderno ambiciona o artista Fernando Negreiros na criação de “mascaras mortuárias” para esta realidade do indistinto ontológico, de faustiana alternância entre ser e não-ser. A mascara de papel-maché envolvendo garrafas, seria um embrulho inteletual para a transparência dos sentidos estéticos, das interpretações superficiais veiculadas fora de qualquer tocque emocional. O vidro, uma matéria sólida amórfica, redefine a sua essência através da cromática refinada com técnicas onde se utiliza o fogo: a transição do líquido para sólido reescreve o processo entrópico do ato criativo. O vidro torna-se a lente otica do artista que “eviscera” um possível espectador, refletindo dramáticas metamorfoses oníricas de uma psique dissonante. O contemplar no vazio destas garrafas “embrulhadas” em materialidade torna-se um “stress” gravitacional, impedindo o olhar de levitar através das transparências. As garrafas transformam-se desta maneira em “garras” do olhar e do espírito, tomando formas ilusórias de telescópios invasivos na mente fascinada do qualquer Narcis reinventando no vortex do seu reflexo: as formas helicoidais do papel maché “acumulam”, num movimento infinito, corpos abandonados durante o ato estético espontâneo. A geometria ótica do vidro, surpreendida em refletir e refratar a luz, reinterpreta uma geometria espiritual do exercício artístico, seguindo uma partitura hierofanica do objeto simples e usual (a garrafa) que se torna o recipiente do sagrado. Uma camada suave de matéria, a massa de papel maché, envolve como um útero uma transparência frágil, uma moldura materna que transfigura a garrafa, numa fonte inesgotável de interpretações psicanalíticas, entre revelar e camuflar, entre construir e desconstruir falsas alternativas em busca da própria identidade: “Minha transparêncidade enfoca a dramaticidade dos pregos que me suportam”, disse o artista num esforço paralelo de escrita ao ato de plasticizar o próprio ser.

                                                                                            (Ass.Simona Vermeire, 14 de março de 2012).

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Link para álbum de fotos no picasa
https://picasaweb.google.com/102334688264013228680/ExposicaoNANDONEGREIROS2012?authuser=0&feat=directlink
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segunda-feira, 5 de março de 2012


Dia 25 de março de 2012, MI 8 conjunto 02, casa 18 B, Atelier Lourenço de Bem.

Contatos: 
Atelier Lourenço de Bem: 06134091453;
 NandoNegreiros: 06196315995 e 82294683.


Observação: 

A abertura da Exposição será realizada a partir das 12horas, jiunto com o almoço em comemoração ao aniversário do Artista Lourenço de Bem, qunado será servidaq a Famosa Peixada do Lourenço. No entanto, recomendamos aos visitantes, trazer algo para beber.


Blogs dessa exposição:

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Essa exposição é uma espécie de retrospectiva anunciando o retorno das atividades desse artista brasiliense de reconhecido valor na produção de objetos de arte, esculturas e pinturas. Nela será apresentada uma pequena parte de suas antigas obras. Um conjunto de trabalhos de épocas e fases anteriores, que ainda estão em posse do artista ou de alguns de seus amigos próximos.
 O espectador vai se deparar com obras mais atuais, dentre as quais se encontram reciclagens de alguns seus próprios trabalhos, através da utilização de um novo figurino para a reapresentação de seu antigo tema de produção artística: a reciclagem. Conceito que além de traduzir o seu fazer artístico e classificar o conjunto das técnicas que utiliza na elaboração de seus trabalhos, passa a funcionar como referencia a seu estilo.
 Assim na obra de Nando Negreiros joga-se com os conceitos de técnica e estilo de maneira a atribuir o sentido de estilo a o que antes se prestava a significar apenas um mero conjunto de técnicas. Com isso percebe-se a elaboração de um belo movimento de reorganização, manipulação e re-arranjo de conceitos e criação de novos sentidos; outra característica central no fazer artístico do Nando Negreiros.
 Talvez possamos entender essa exposição como o resultado de uma lapidação, evolução, ou amadurecimento de um estilo. E também como a demonstração de uma reciclagem, tanto da obra e do estilo do artista, como a reciclagem da pessoa que é o artista (Nando Negreiros).

quinta-feira, 1 de março de 2012



Dia 25 de março de 2012.

Essa exposição é uma espécie de retrospectiva anunciando o retorno das atividades desse artista brasiliense de reconhecido valor na produção de objetos de arte, esculturas e pinturas. Nela será apresentada uma pequena parte de suas antigas obras. Um conjunto de trabalhos de épocas e fases anteriores, que ainda estão em posse do artista ou de alguns de seus amigos próximos.
 O espectador vai se deparar com obras mais atuais, dentre as quais se encontram reciclagens de alguns seus próprios trabalhos, através da utilização de um novo figurino para a reapresentação de seu antigo tema de produção artística: a reciclagem. Conceito que além de traduzir o seu fazer artístico e classificar o conjunto das técnicas que utiliza na elaboração de seus trabalhos, passa a funcionar como referencia a seu estilo.
 Assim na obra de Nando Negreiros joga-se com os conceitos de técnica e estilo de maneira a atribuir o sentido de estilo a o que antes se prestava a significar apenas um mero conjunto de técnicas. Com isso percebe-se a elaboração de um belo movimento de reorganização, manipulação e re-arranjo de conceitos e criação de novos sentidos; outra característica central no fazer artístico do Nando Negreiros.
 Talvez possamos entender essa exposição como o resultado de uma lapidação, evolução, ou amadurecimento de um estilo. E também como a demonstração de uma reciclagem, tanto da obra e do estilo do artista, como a reciclagem da pessoa que é o artista (Nando Negreiros).   

Dia 25 de março de 2012, MI 8 conjunto 02, casa 18 B, Atelier Lourenço de Bem.

Telefones Para contato:
Atelier Lourenço de Bem: 061 34091453;  e Nando Negreiros: 061 96315995 – 061 82294683

Blogs dessa exposição:

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sexta-feira, 30 de setembro de 2011




"A paz que trago hoje em meu peito é diferente da paz que eu sonhei um dia. Quando se é jovem ou imaturo imagina-se que ter paz é fazer o que se quer, repousar, ficar em silêncio e jamais enfrentar uma contradição ou uma decepção.

Todavia o tempo vai nos mostrando que a paz é o resultado do entendimento de algumas lições importantes que a vida nos oferece,a paz esta no dinamismo da vida, no trabalho, na esperança, na confiança, na fé.

Ter paz é ter a consciência tranqüila, é ter certeza de que se fez o melhor ou pelo menos tentou. Ter paz é assumir as responsabilidades e cumpri-las. É ter serenidade nos momentos mais difíceis da vida.

Ter paz é ter ouvidos que ouvem olhos que vêem,e boca que diz palavras que constroem, é ter um coração que ama brincar com as crianças, voar com os passarinhos, ouvir o riacho que desliza sobre as pedras e embala os ramos verdes que em suas águas se espreguiçam.

Ter paz é não querer que os outros se modifiquem para nos agradar. É esquecer as ofensas. É dizer não quando é não o que se quer dizer.

Ter paz é ter coragem de sorrir ou de chorar quando se tem vontade. É ter forças para voltar atrás. Pedir perdão, refazer o caminho. Agradecer.

 Ter paz é admitir a própria imperfeição e reconhecer os medos, as fraquezas, as carências.
A paz que hoje trago em meu peito é a tranqüilidade de aceitar os outros como são e a disposição para mudar as próprias imperfeições, é a humildade de reconhecer que não sei tudo, e aprender ate com os insetos. É a vontade de dividir o pouco que tenho e não me aprisionar a o que não possuo. É melhorar o que esta ao meu alcance, aceitar o que não pode ser mudado e ter lucidez para distinguir uma coisa da outra, é admitir que nem sempre tenho razão, e mesmo que tenha não brigar por ela...

As vezes para manter a paz q hoje mora em teu peito é preciso usar uma poderoso aliado chamado: silêncio.

Lembra-se de usar o silencio quando ouvir palavras infelizes,quando alguém esta irritado, quando a maledicência te procura,quando uma ofensa te golpeia,quando alguém se encoleriza,quando a critica te fere,quando escutas uma calunia,quando a ignorância te acusa,quando o orgulho te humilha,quando a vaidade te provoca...

O silencio é a gentileza do perdão q se cala e espera o tempo. Por isso é uma poderosa ferramenta para construir e manter a paz. Pense nisso".(A paz q trago em meu peito - Momento Espírita).

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Quando voa o condor
Com o céu por detrás
Traz na asa um sonho
Com o céu por detrás
Voa condor
Que a gente voa atrás
Voa atrás do sonho
Com o céu por detrás
Quando voa o condor...
Ah, que que o vôo do condor no sol
Trace a linha da nossa paixão
Eu quero que seja
mostrada no meio da rua e rolando no chão
Ah, que a gente despedaçe em luz
Ah, que Deus seja o que quiser
Explode a cabeça
com olho de bicho
mas com um coração de mulher
Quando voa o condor...
Ah, se fosse como a gente quer
Ah, e se o planeta explodir
Eu quero que seja
em plena manhã de domingo
e que eu possa assistir
Ah, que a miserável condição
da raça humana procurando o céu
levante a cabeça
e ao levantar por encanto
escorregue o seu véu
Quando voa o condor...

Composição : Oswaldo Montenegro

sexta-feira, 15 de abril de 2011

A Lista


Oswaldo Montenegro


Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais...
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar...
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria
Quantos amigos você jogou fora?
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber?
Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você?


segunda-feira, 11 de abril de 2011

os primeiros passos

Um dia muito gostoso...o primeiro pedal de 150 Km por dia...o treino começou.....alohaaaaa....E para fechar com chave de ouro terminei num grupo de mais ou menos 50 pessoas dentre as quais um velho amigo de antigas pedaladas e boas conversas....Muchas gracias grande savio por fazer parte deste meu momento....coloco aqui uma das imagens de nossas pedaladas para reforçar algumas de minhas palavras de hoje durante a pedalada: como nos velhos tempos....desejo poder contar com sua companhia em muitos outros momentos como este....como disse, o treino começou...



Verde

 

Oswaldo Montenegro

 

Composição : Oswaldo Montenegro/Mongol
Verde, verde, folha desabada
Doida cor sem ter qualquer razão de ser
Mágica das coisas, das verdes coisas
Dos olhos verdes de quem vê
Hortelã dos chás, dos beijos verdes
Doida flor sem ter qualquer razão de ser
Lógica das coisas, das novas coisas
Dos olhos verdes de quem vê
Doce maçã da saúde e água
Doido amor sem ter qualquer razão de ser
Ávida das moças, das novas moças
Dos olhos verdes de quem vê
Como rã saltando é folha verde
Doido acordo tem qualquer razão de ser
Plástica dos olhos, dos verdes olhos
Dos olhos verdes de quem vê

segunda-feira, 28 de março de 2011

é a vida....um conjunto de continuas mudanças....



MUDANÇA


Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa. Mais tarde, mude de mesa. Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua. Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente, observando com atenção os lugares por onde você passa. Tome outros ônibus. Mude por uns tempos o estilo das roupas. Dê os seus sapatos velhos. Procure andar descalço alguns dias. Tire uma tarde inteira para passear livremente na praia, ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda. Durma no outro lado da cama... Depois, procure dormir em outras camas. Assista a outros programas de tv, compre outros jornais... leia outros livros.
Viva outros romances.
Não faça do hábito um estilo de vida. Ame a novidade. Durma mais tarde. Durma mais cedo. Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua. Corrija a postura. Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes, novos temperos, novas cores, novas delícias. Tente o novo todo dia. O novo lado, o novo método, o novo sabor, o novo jeito, o novo prazer, o novo amor. A nova vida. Tente. Busque novos amigos. Tente novos amores. Faça novas relações.
Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes, tome outro tipo de bebida, compre pão em outra padaria. Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa. Escolha outro mercado... outra marca de sabonete, outro creme dental... Tome banho em novos horários. Use canetas de outras cores. Vá passear em outros lugares. Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes.
Troque de bolsa, de carteira, de malas, troque de carro, compre novos óculos, escreva outras poesias. Jogue os velhos relógios, quebre delicadamente esses horrorosos despertadores. Abra conta em outro banco. Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outros teatros, visite novos museus.
Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só. E pense seriamente em arrumar um outro emprego, uma nova ocupação, um trabalho mais light, mais prazeroso, mais digno, mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as. Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa, longa, se possível sem destino. Experimente coisas novas. Troque novamente. Mude, de novo. Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores do que as já conhecidas, mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia. Só o que está morto não muda!
Repito por pura alegria de viver: a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não vale a pena!

***Texto de Clarice Lispector


 

terça-feira, 22 de março de 2011





Perguntaram ao Buda:
"O que mais te surpreende na Humanidade?”.
E ele respondeu:
"Os homens... 
Porque perdem a saúde para juntar dinheiro,
 depois perdem dinheiro para recuperar a saúde”.
“E por pensarem ansiosamente no futuro, 
esquecem do presente, 
de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro.
 E vivem como se nunca fossem morrer... 
e morrem como se nunca tivessem vivido”.

segunda-feira, 21 de março de 2011

AMIGOS




Escolho meus amigos

 Não pela pele ou outra característica qualquer,
 Mas... pela Pupila.
 Tem que ter brilho questionador
 E tonalidade inquietante.
 A mim não interessam os bons de espírito,
 Nem os maus de hábitos.
 Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
 Deles não quero resposta, quero meu avesso.
 Que me tragam dúvidas e angústias
 E agüentem o que há de pior em mim.
 Para isso, só sendo louco.
 Quero os santos,
 Para que não duvidem das diferenças
 E peçam perdão pelas injustiças.
 Escolho meus amigos pela cara lavada
 E pela alma exposta.
 Não quero só o ombro ou o colo,
 Quero também sua maior Alegria.
 Amigo que não ri junto não sabe sofrer junto.
 Meus amigos são todos assim:
 Metade bobeira, metade seriedade.
 Não quero risos previsíveis nem choros piedosos.
 Quero amigos sérios,
 Daqueles que fazem da realidade
 Sua fonte de Aprendizagem,
 Mas lutam para que a fantasia não desapareça.
 Não quero amigos adultos e nem chatos.
 Quero-os metade infância e outra metade velhice!
 Crianças, para que não esqueçam
 O valor do vento no rosto;
 E velhos, para que nunca tenham pressa.
 Tenho amigos para saber quem eu sou.
 Pois os vendo loucos e santos;
 Bobos e sérios; crianças e velhos;
 Nunca me esquecerei de que:
 " Normalidade "
 É uma ilusão imbecil e estéril.

(Os amigos de Oscar Wilde)
.
.
.


domingo, 20 de março de 2011




TEMPO

“Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança
fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano
se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação
e tudo começa outra vez
com outro número
e outra vontade de acreditar
que daqui para adiante vai ser diferente...
...Para você, Desejo o sonho realizado.
O amor esperado.
A esperança renovada.
Para você, Desejo todas as cores desta vida.
Todas as alegrias que puder sorrir.
Todas as músicas que puder emocionar.
Desejo que os amigos sejam mais cúmplices,
Que sua família esteja mais unida,
Que sua vida seja mais bem vivida.
Gostaria de lhe desejar tantas coisas.
Mas nada seria suficiente...
Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos.
Desejos grandes
e que eles possam te mover a cada minuto,
ao rumo da sua FELICIDADE!!!”
Carlos Drummond de Andrade

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011


"Uma família de Tartarugas decidiu sair para um piquenique."
"As Tartarugas,sendo naturalmente lentas levaram sete anos preparando-se para o passeio.
Passados seis meses, após acharem o lugar ideal, ao desembalarem a cesta de piquenique descobriram que estavam sem sal.
Então, designaram a Tartaruga mais nova para voltar em casa e pegar o sal, por ser a mais rápida.
A pequena Tartaruga lamentou, chorou e esperneou.
Porém concordou em ir, mas com uma condicão:
Que ninguém comeria até que ela retornasse.
Três anos se passaram...Seis anos... e a pequenina não tinha retornado.
Ao sétimo ano de sua ausência, a Tartaruga mais velha já não suportando mais a fome, decidiu desembalar um sanduíche.
Nesta exata hora, a pequena Tartaruga saiu de trás de uma árvore e gritou:
Viu!!!! Eu sabia que vocês não iam me esperar.
Agora que eu não vou mesmo buscar o sal!!!!"

Moral da história...

Na nossa vida as coisas acontecem mais ou menos da mesma forma.
Desperdiçamos nosso tempo esperando que as pessoas vivam á altura de nossa expectativas.
Ficamos tão preocupados com o que os outros estão fazendo que deixamos de escrever nossa própria história.

Como disse Mário Quintana:

"O pior dos problemas da gente é que ninguém tem nada a ver com isso."

domingo, 16 de janeiro de 2011

                                      

A Vida Que a Gente Leva


Leila Pinheiro (Composição: Fatima Guedes)

Não tenho medo de nada

porque vivo minha vida

como quem sorve uma taça

de preciosa bebida

saboreio lentamente                         

cada hora, cada dia

nas coisas que tão somente

fazem a minha alegria

Eu te dou um forte abraço

eu canto

eu digo um agrado

tudo pra ver teu sorriso

o teu sorriso é sagrado

e, às vezes, apenas isto

é luz que dissipa a treva

A gente leva da vida, amor

a vida que a gente leva